Antes de qualquer explicação, o corpo reage.
Antes de qualquer decisão, ele sente.
Tensões que aparecem sem aviso. Um aperto no peito. Um desejo que surge mesmo quando tentamos ignorá-lo. O corpo carrega histórias que a mente ainda não organizou em palavras.
Aprendemos cedo a desconfiar dele. A controlá-lo, moldá-lo, escondê-lo. Como se sentir fosse algo perigoso demais para ser escutado. Mas o corpo não fala por acaso — ele comunica.
O desejo, o cansaço, a ansiedade, o prazer.
Tudo isso é linguagem.
Escutar o corpo não é obedecer a todos os impulsos, mas reconhecer o que está sendo revelado. Talvez maturidade não seja dominar o corpo, mas aprender a dialogar com ele sem medo do que pode surgir.
O corpo não exige respostas imediatas.
Ele pede presença
