Viver no automático funciona.
Mas não sustenta.
Cumprir rotinas, responder expectativas, seguir fluxos prontos mantém a vida andando — mas nem sempre mantém a vida sentida. O automático anestesia perguntas importantes: isso ainda faz sentido? Isso ainda sou eu?
Existir fora do automático exige presença.
E presença exige desconforto.
Sentir não é exagero. É sinal de consciência. É perceber quando algo pesa, quando algo falta, quando algo já não representa quem nos tornamos.
Talvez não seja sobre mudar tudo.
Talvez seja apenas parar, respirar, e escutar.
Porque existir não é apenas continuar.
É estar.
