Cuidar da mente também é coragem.
Não a coragem que grita.
Mas a que permanece.
A coragem de parar quando o mundo exige pressa.
De reconhecer o cansaço antes do colapso.
De admitir que nem tudo está bem — e ainda assim continuar.
Vivemos aprendendo a suportar.
A engolir.
A seguir funcionando.
Mas existe um ponto em que o silêncio pesa.
E a ansiedade não é fraqueza — é sinal.
Cuidar da mente é escutar o que o corpo já vem dizendo.
É respeitar limites que ninguém vê.
É escolher não se abandonar.
Autocuidado não é fuga.
É responsabilidade.
Responsabilidade consigo.
Com a própria história.
Com o que ainda pode ser vivido com mais presença.
Nem sempre será fácil.
Nem sempre será calmo.
Mas cuidar da mente é um ato de coragem diária.
Discreta.
Profunda.
Necessária.
