Autoaceitação não é um ponto de chegada.
É um processo.
Um caminho feito de avanços e recuos.
De dias em que nos reconhecemos com clareza
e outros em que voltamos a duvidar de tudo.
Aprendemos cedo a nos medir pelo olhar do outro.
A ajustar gestos.
A esconder partes.
A suavizar verdades para sermos aceitos.
Mas o preço disso é alto.
Autoaceitar-se é, muitas vezes, desaprender.
Desaprender a se diminuir.
A se comparar.
A pedir permissão para existir.
Não se trata de gostar de tudo o tempo todo.
Nem de viver em estado permanente de confiança.
Trata-se de não se abandonar.
Aceitar o próprio corpo é reconhecer sua história.
Marcas, formas, limites e potências.
Aceitar a própria identidade é parar de negociar quem se é.
Aceitar os sentimentos é permitir que eles existam
sem culpa, sem vergonha, sem repressão.
Autoaceitação não é conforto.
É honestidade.
É olhar para si com menos julgamento
e mais presença.
É entender que não há nada de errado
em sentir, em desejar, em ser diferente.
Este espaço existe para isso.
Para falar do processo real — não do ideal.
Para acolher dúvidas, inseguranças e reconciliações internas.
Para lembrar que aceitar-se não é se corrigir,
é se reconhecer.
Porque viver em paz consigo mesmo
não é sobre perfeição.
É sobre pertencimento interno.
