Relacionar-se não é sobre segurança absoluta.
É sobre risco.
Todo vínculo verdadeiro expõe. Não apenas ao outro, mas a nós mesmos. Mostra carências, inseguranças e necessidades que preferíamos manter bem escondidas.
Existe uma fantasia de relações sem conflito, sem medo, sem fricção. Mas relações reais não preservam versões intactas — elas transformam. E toda transformação envolve perda de controle.
Amar alguém é permitir que essa pessoa veja partes nossas que ainda estão em construção.
É negociar limites sem garantias de permanência.
É sustentar vulnerabilidades que não cabem em discursos prontos.
Relacionar-se não é sinal de fraqueza emocional.
É um exercício contínuo de coragem.
