Nem todo silêncio é vazio.
Alguns são excesso.
Há silêncios que descansam, e há silêncios que sufocam. Muitos homens aprendem desde cedo que sentir demais é perigoso, que falar é se expor, que calar é se proteger.
Mas o que não é dito não desaparece.
Apenas se acumula.
O silêncio pode ser abrigo, mas também pode virar isolamento. Saber diferenciar um do outro exige escuta interna — algo raro em um mundo que valoriza controle, desempenho e força visível.
Talvez falar não seja o oposto de ser forte.
Talvez seja uma forma mais honesta de existir.
